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Vitamina A - DSM Farmaceutics - Opções : 14/10/2027
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Vitamina A - DSM Farmaceutics - Opções : 14/10/2027

INCI NAME: Retinyl Palmitate (and) Arachis Hypogaea (Peanut) Oil (and) Tocopherol. Validade : 14/10/2027.

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 INCI NAME: Retinyl Palmitate (and) Arachis Hypogaea (Peanut) Oil (and) Tocopherol

Cas No.:79-81-2 / 10191-41-0 / 8002-03-7

EINECS No.: 201-228-5 / 233-466-0 / 232-296-4  

Nome em português  : Palmitato de retinila/ Óleo de Amendoim / Vitamina E.

País de Origem : Suiça

Indice de Naturalidade : 0,435


O palmitato de retinila, também conhecido como retinil palmitato, é um éster lipofílico formado pela reação de esterificação entre o retinol (vitamina A) e o ácido palmítico (ácido graxo saturado de 16 carbonos). Este composto representa uma das formas mais estáveis e biologicamente inativas da vitamina A, sendo amplamente utilizado como ingrediente ativo em formulações cosméticas e dermatológicas. Sua estabilidade química superior ao retinol o torna ideal para formulações tópicas sujeitas à degradação oxidativa.
Sua estrutura química apresenta a fórmula molecular C36H60O2 e massa molar de aproximadamente 524,87 g/mol. A estrutura consiste em um núcleo de retinol ligado por ligação éster ao grupo carboxílico do ácido palmítico:

Retinol-OH + C15H31COOH -> Retinol-OCOC15H31 (palmitato de retinila)+ H2O 


Essa modificação confere maior resistência à oxidação e degradação térmica em comparação ao retinol livre, que é mais suscetível à luz, oxigênio e calor.

Aparência: líquido oleoso de cor amarelado acastanhado.


Solubilidade :

Em água: Insolúvel -> O palmitato de retinila é um composto altamente lipofílico, com baixa polaridade, o que impede sua miscibilidade com água. Isso se deve à longa cadeia hidrocarbônica do ácido palmítico e à ausência de grupos hidrofílicos ionizáveis.

Em solventes orgânicos: Solúvel -> em diversos solventes orgânicos não polares ou levemente polares, como: Etanol, Éter etílico, Clorofórmio,  Acetona e Óleos vegetais (ex.: óleo de soja, óleo de girassol).

Em óleos e lipídios: altamente solúvel -> Sua elevada lipofilicidade o torna ideal para incorporação em bases oleosas e lipossomas, muito utilizados em cosméticos.

Estabilidade: estável à luz e ao calor moderado, quando armazenado sob atmosfera inerte

Aplicações :
Indústria Cosmética
Empregado em cremes antienvelhecimento, loções clareadoras e tratamentos contra acne, o palmitato de retinila atua como precursor do ácido retinoico, promovendo renovação celular e síntese de colágeno, com menor potencial irritativo do que os retinoides ativos.

Hidratantes Faciais e Corporais : Renovação celular e melhora da textura da pele.
Ação: Estimula a síntese de colágeno e a regeneração da epiderme.
Exemplos: Cremes nutritivos noturnos, loções corporais com ação rejuvenescedora.


Protetores Solares
O palmitato de retinila pode ser adicionado para prevenir danos causados pelos radicais livres induzidos pela radiação UV.
Polêmica: Algumas pesquisas questionaram seu uso sob exposição solar direta devido à possibilidade de formação de espécies reativas, mas revisões regulatórias atuais (EUA, UE) consideram seu uso seguro nas concentrações permitidas.


Séruns Antienvelhecimento (Anti-aging)
Função: Redução de rugas finas, linhas de expressão e manchas.
Costuma ser combinado com outros ativos como ácido hialurônico, peptídeos ou niacinamida.


Cremes Noturnos Renovadores
Utilizado para acelerar o turnover celular enquanto a pele está em repouso.
Geralmente combinado com outros retinoides suaves ou ácidos esfoliantes.


Sabonetes e Espumas de Limpeza Facial
Em baixas concentrações, para peles com sinais de envelhecimento.
Uso comum em linhas antiacne e antioleosidade.


Produtos Clareadores de Manchas
Atuam na uniformização do tom da pele.
Muitas vezes combinados com ácido kójico, vitamina C ou arbutina.


Loções Pós-sol e Produtos Calmantes.
O palmitato de retinila ajuda na reparação da pele danificada após exposição solar.

Cosméticos Decorativos com Tratamento
Bases, BB creams, CC creams, primers e corretivos com ação antienvelhecimento e nutritiva.
Muitos desses produtos contêm pequenas quantidades de ativos como o palmitato de retinila para uso contínuo.


Produtos para Peles Sensíveis ou Infantis (com moderação)
Em concentrações muito baixas, pode ser usado em loções infantis para melhorar a integridade da barreira cutânea.
O uso deve seguir rigorosamente as normas da ANVISA ou órgãos equivalentes.


Cuidados com as Embalagens de Cremes Contendo Palmitato de Retila

Proteção contra luz (radiação UV e visível)
Por quê? O palmitato de retinila sofre fotodegradação quando exposto à luz, especialmente à radiação ultravioleta, o que pode reduzir sua eficácia e gerar subprodutos irritantes.


Cuidados recomendados:
Utilizar embalagens opacas, âmbar, metálicas ou revestidas com pigmentos reflexivos.


Evitar frascos transparentes, mesmo que o produto seja armazenado longe da luz solar direta.
Indicar no rótulo: Conservar ao abrigo da luz


Proteção contra oxigênio
Por quê? O oxigênio pode provocar oxidação do palmitato, resultando na formação de peróxidos e outros compostos degradados.

Cuidados recomendados:Preferência por embalagens airless (sem ar): bombinhas com válvulas que impedem a entrada de ar após o primeiro uso.Uso de tubos laminados ou com barreiras internas metálicas (como alumínio).Selagem hermética do produto antes da primeira abertura.

Evitar contato com metais reativos.

Por quê? Certos metais (ferro, cobre) podem catalisar a degradação oxidativa do palmitato de retila.
Cuidados recomendados: Evitar partes metálicas internas que entrem em contato direto com o produto e utilizar válvulas plásticas ou de materiais inertes (ex.: aço inoxidável cirúrgico, vidro).

Armazenamento adequado

T
emperatura: manter em local fresco, entre 15°C e 25°C.
Etiqueta recomendada: Conservar em temperatura ambiente, ao abrigo de luz e calor excessivo.

Material ideal de embalagem
Vidro âmbar ou escuro

Polipropileno (PP) ou PET com barreira UV
Tubos laminados coextrudados com alumínio (para proteger contra luz e oxigênio)  

Rotulagem obrigatória (boas práticas)
Conservar ao abrigo da luz e do calor
Evitar contato com os olhos
Uso externo
Manter fora do alcance de crianças
Prazo de validade claramente visível
Informar a concentração de vitamina A ativa (se exigido pela legislação local).

A Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) e a FDA regulamentam limites seguros de uso em cosméticos .

Dosagem de aplicação do palmitato de retinila varia bastante conforme o tipo de produto (cosmético, farmacêutico )


Uso Tópico (Cosméticos e Dermatológicos)

O palmitato de retinila é frequentemente usado em cremes anti-idade, clareadores, antiacne, hidratantes e protetores solares como uma forma mais estável e menos irritante da vitamina A.

Concentração típica em cosméticos: 0,05 - 0,6 %
Limites de segurança recomendados (ECHA e CIR):
Até 0,3% de retinol equivalente para produtos de uso diário em áreas extensas do corpo
Em produtos noturnos ou anti-idade, pode chegar a 0,6%, com advertência sobre exposição solar
ANVISA (Brasil):
Não há uma concentração fixa proibida, mas produtos com função terapêutica ou acima de certos limites de retinol equivalente podem ser classificados como medicamentos e não como cosméticos.


Quando Adicionar o Palmitato de Retinila em uma Emulsão?
Deve ser adicionado na fase fria (pós-emulsificação), após o resfriamento da emulsão abaixo de 40°C - idealmente entre 25°C e 35°C.
Por que isso é necessário?
O palmitato de retinila é termossensível: ele começa a se degradar ou isomerizar acima de 40-45°C.
Também é sensível à luz e oxigênio, o que significa que a manipulação deve ser feita com proteção adequada (ambiente com baixa luz, atmosfera inerte ou uso de antioxidantes como tocoferol).

Etapas práticas na preparação da emulsão:
  1. Fase oleosa e aquosa aquecidas separadamente (geralmente 70-75°C).
  2. Emulsificação (mistura das fases) ocorre nessa temperatura elevada.
  3. A emulsão é então resfriada lentamente, com agitação constante.
  4. Quando atinge 35-40°C: Adicione o palmitato de retinila solubilizado previamente em óleo ou em um veículo lipofílico compatível. Também é comum adicionar antioxidantes nessa fase (ex: vitamina E ou BHT) para evitar oxidação.  Boas práticas ao incorporar o palmitato de retinila.
  5. Use embalagens opacas e utensílios limpos.
  6. Evite agitação excessiva ao adicioná-lo - isso minimiza a oxigenação.
  7. Utilize sistemas conservantes e antioxidantes adequados.
  8. pH final da formulação: ideal entre 5,0 e 6,0, pHs muito ácidos ou alcalinos podem acelerar a degradação.

Conclusão

O palmitato de retinila é uma forma estável e eficaz de vitamina A, amplamente empregada nas indústrias cosmética, farmacêutica e alimentícia. Sua estrutura química confere vantagens em termos de estabilidade e biodisponibilidade controlada, tornando-o um intermediário ideal para liberação de retinol in vivo. 

Referências Bibliográficas
  1. Borel, P. (2003). "Factors affecting the bioavailability of vitamin A, vitamin E and carotenoids in humans". FASEB Journal, 17(15), 301?303.
  2. Sahu, A., et al. (2015). "Retinoids: Molecules with multiple effects on skin". Dermatologic Therapy, 28(4), 315-328.
  3. ECHA  European Chemicals Agency. (2022). Retinyl Palmitate - Substance Information.

As informações citadas neste boletim técnico foram fornecidas na boa fé pela EngenhariadasEssências, cabe ao formulador total responsabilidade no manuseio do produto .
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