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Proteína Hidrolisada do Trigo - Opções: 13/11/2027
Proteína Hidrolisada do Trigo - Opções: 13/11/2027
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Proteína Hidrolisada do Trigo - Opções: 13/11/2027

Validade: 13/11/2027 ( novo lote 27/02/2026)

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Proteína Hidrolisada de Trigo

INCI NAME:  Hydrolyzed Wheat Protein - CAS NUMBER: 9015-54-7

Aparência do produto: líquido acastanhado.

Importante : Uso tópico (externo), não utilizar o produto PURO diretamente sobre: cabelos e pele.

A Hydrolyzed Wheat Protein é uma proteína hidrolisada derivada do trigo (Triticum vulgare), amplamente utilizada na indústria cosmética, especialmente em formulações capilares e dermocosméticas. Seu INCI é Hydrolyzed Wheat Protein, podendo também aparecer como Hydrolyzed Wheat Gluten, dependendo do grau de hidrólise e da matéria-prima inicial. Trata-se de um ingrediente obtido a partir da hidrólise controlada das proteínas do trigo, principalmente glutenina e gliadina, que são quebradas em peptídeos menores e aminoácidos, tornando-se solúveis em água e mais biodisponíveis para interação com a fibra capilar e a pele.
 

Do ponto de vista físico-químico, apresenta-se geralmente como líquido âmbar claro a marrom claro, quando fornecida em solução aquosa, ou como pó fino higroscópico, dependendo do processo industrial. É totalmente solúvel em água, formando soluções transparentes a levemente turvas. O odor é característico e suave. O pH da solução costuma situar-se entre 4,0 e 7,0, variando conforme o fornecedor.
 

Quimicamente, é composta por cadeias curtas de aminoácidos como ácido glutâmico, prolina, glicina e alanina, que possuem afinidade natural com a queratina capilar. A redução do peso molecular por hidrólise enzimática ou ácida permite que os peptídeos penetrem parcialmente na cutícula do fio, promovendo efeito reparador e condicionante. Quanto menor o peso molecular, maior a capacidade de penetração; pesos moleculares mais elevados atuam predominantemente na superfície, formando filme protetor.
 

Na cosmetologia capilar, sua principal função é fortalecedora e formadora de filme. Atua preenchendo temporariamente áreas danificadas da fibra capilar, reduzindo porosidade, aumentando resistência à tração e melhorando brilho e maciez. É amplamente empregada em máscaras de reconstrução, condicionadores, leave-ins, shampoos fortalecedores e produtos anti-quebra.
 

As dosagens usuais em formulações capilares variam entre 0,5% e 5%, dependendo do objetivo. Em shampoos e condicionadores de uso diário, utiliza-se normalmente entre 0,5% e 2%. Em máscaras de reconstrução intensiva, pode-se trabalhar entre 2% e 5%. Em leave-ins e finalizadores, a faixa comum é de 0,5% a 3%. Deve ser adicionada preferencialmente na fase fria ou abaixo de 40°C para preservar sua integridade estrutural.
 

Em aplicações para pele, a Hydrolyzed Wheat Protein atua como agente hidratante e tensor superficial, contribuindo para melhora temporária da firmeza cutânea. Em cremes faciais e corporais, costuma ser utilizada entre 0,5% e 2%. Em formulações anti-idade, pode ser combinada com ácido hialurônico, colágeno hidrolisado e pantenol para potencializar efeito hidratante e suavizante.
 

Além do efeito mecânico, possui capacidade de retenção de água, funcionando como umectante secundário. Seus grupos polares atraem moléculas de água, auxiliando na manutenção da hidratação tanto do fio quanto da pele. Esse mecanismo contribui para redução de frizz e aumento de elasticidade capilar.
 

Um diferencial técnico relevante é sua capacidade de formar uma película protetora resistente, que ajuda a proteger os fios contra agressões térmicas moderadas, como secador e prancha. Embora não substitua silicones termoativos, contribui para proteção complementar quando incorporada em sistemas condicionantes.
 

Do ponto de vista regulatório, é amplamente aceita em cosméticos convencionais. Por ser derivada do trigo, pode levantar questionamentos em consumidores com sensibilidade ao glúten, embora o risco tópico seja considerado baixo na maioria das formulações devido ao processo de hidrólise. Recomenda-se sempre avaliação de segurança conforme normas vigentes.
 

Em termos de compatibilidade, apresenta boa estabilidade em formulações com pH entre 4 e 7. É compatível com tensoativos aniônicos, não iônicos e anfóteros, sendo frequentemente combinada com Cocamidopropyl Betaine, Sodium Laureth Sulfate e glucosídeos. Em sistemas catiônicos, pode atuar sinergicamente com quaternários de amônio, aumentando efeito condicionante.
 

Pode sofrer degradação em pH extremamente alcalino ou sob aquecimento excessivo prolongado. Portanto, recomenda-se controle rigoroso de processo industrial. Armazenar em recipiente bem fechado, protegido da luz e calor excessivo.
 

No marketing cosmético, é frequentemente posicionada como proteína vegetal reconstrutora, fortalecedor capilar ou ativo de reconstrução proteica. Em linhas profissionais, pode ser associada a conceitos de reconstrução biomimética, por conter aminoácidos estruturalmente semelhantes à queratina humana.
 

Em comparação com Hydrolyzed Silk Protein ou Hydrolyzed Keratin, a proteína hidrolisada do trigo apresenta custo mais acessível e excelente relação desempenho preço. Embora a seda ofereça toque mais sedoso imediato, o trigo destaca-se pelo efeito estruturante mais perceptível em fios danificados.
 

Em formulações naturais ou clean beauty, pode ser aceita dependendo do método de hidrólise e processamento. Algumas versões podem atender critérios de naturalidade conforme ISO 16128, mas não são consideradas certificadas orgânicas automaticamente.
 

Do ponto de vista sensorial, confere melhora na penteabilidade, redução de estática e aumento de corpo do fio. Em cabelos finos, pode promover sensação de espessamento temporário devido à formação de filme proteico.
 

Em resumo, a Hydrolyzed Wheat Protein é um ativo multifuncional de origem vegetal, com ação fortalecedora, filmógena, hidratante e condicionante, amplamente utilizado em cosméticos capilares e, secundariamente, em cuidados com a pele. Sua versatilidade técnica, estabilidade e compatibilidade com diferentes sistemas a tornam um dos ingredientes proteicos mais tradicionais e eficazes da cosmetologia moderna.
 

Referências Bibliográficas
Ash, Michael; Ash, Irene. Handbook of Cosmetic Ingredients. Chemical Publishing Company.
Barel, André; Paye, Marc; Maibach, Howard. Handbook of Cosmetic Science and Technology. CRC Press.
Draelos, Zoe Diana. Cosmetic Dermatology Products and Procedures. Wiley Blackwell.
International Organization for Standardization. ISO 16128 Guidelines on Technical Definitions and Criteria for Natural and Organic Cosmetic Ingredients. ISO.
Lodén, Marie; Maibach, Howard. Dry Skin and Moisturizers Chemistry and Function. CRC Press.
McEwen, Gordon; Rhein, Lawrence. Handbook of Cosmetic Science and Technology. Informa Healthcare.
Mitsui, T. New Cosmetic Science. Elsevier.
Personal Care Products Council. International Cosmetic Ingredient Dictionary and Handbook. PCPC.
Rhein, Lawrence D. Surfactants in Personal Care Products and Decorative Cosmetics. CRC Press.
Robbins, Clarence R. Chemical and Physical Behavior of Human Hair. Springer.

 

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