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Lauril Sarcosinato de Sódio - Opções - 19/08/2027
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Lauril Sarcosinato de Sódio - Opções - 19/08/2027

INCI Name: SODIUM LAUROYL SARCOSINATE. Validade: 19/08/2027.

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O Lauril Sarcosinato de Sódio é um tensoativo aniônico utilizado principalmente em formulações cosméticas destinadas à limpeza da pele e dos cabelos. Seu INCI Name é Sodium Lauroyl Sarcosinate, seu CAS Number é 137-16-6 e, neste conteúdo, considera-se sua apresentação comercial contendo aproximadamente 30% de matéria ativa. É uma matéria-prima versátil para o desenvolvimento de shampoos, sabonetes líquidos, géis de limpeza facial, produtos corporais, espumas de limpeza e outros sistemas destinados à higiene pessoal.
 

Quimicamente, o Sodium Lauroyl Sarcosinate pertence à família dos acil sarcosinatos e corresponde ao sal de sódio da N-lauroil sarcosina. A sarcosina, também conhecida como N-metilglicina, está associada a uma cadeia graxa lauroíla, formando uma molécula com uma região hidrofílica e outra hidrofóbica. Essa característica anfifílica permite sua atuação na interface entre água e substâncias oleosas, característica fundamental para sua atividade tensoativa.
 

Em sua apresentação a 30%, normalmente apresenta-se como um líquido ou solução aquosa límpida, podendo variar de incolor a levemente amarelada de acordo com o grau comercial e o fabricante. É solúvel em água e apresenta caráter aniônico. Suas principais funções cosméticas estão relacionadas à limpeza, detergência, formação de espuma, molhamento e dispersão de resíduos.
 

Durante a lavagem, o Lauril Sarcosinato reduz a tensão superficial da água e favorece a formação de agregados micelares. Essas estruturas interagem com oleosidade, resíduos cosméticos e partículas presentes sobre a pele ou os cabelos, facilitando sua dispersão na fase aquosa e posterior remoção durante o enxágue.
 

Uma de suas características mais interessantes é a possibilidade de combinar boa eficiência de limpeza com um perfil sensorial geralmente mais suave quando comparado a alguns tensoativos aniônicos convencionais. Essa característica faz com que seja especialmente interessante em formulações nas quais se busca equilibrar detergência, espuma e conforto durante o uso.
 

Embora seja um tensoativo aniônico, o Sodium Lauroyl Sarcosinate não pertence à família dos sulfatos. Portanto, apresenta estrutura química diferente do Sodium Lauryl Sulfate (SLS) e do Sodium Laureth Sulfate (SLES). Por esse motivo, pode ser utilizado no desenvolvimento de formulações sulfate-free, desde que os demais tensoativos presentes também estejam de acordo com esse conceito.
 

Em shampoos, o Lauril Sarcosinato 30% pode atuar como tensoativo principal ou como co-tensoativo. Pode ser utilizado em shampoos de uso frequente, produtos sulfate-free, shampoos destinados ao couro cabeludo oleoso e sistemas nos quais se deseja uma limpeza eficiente associada a um sensorial mais equilibrado.
 

Como referência de formulação, o Lauril Sarcosinato 30% pode ser utilizado aproximadamente entre 5% e 20% em shampoos. Quando empregado como co-tensoativo, uma faixa aproximada de 2% a 8% pode ser utilizada, dependendo da composição completa do sistema tensoativo.
 

Sua associação com tensoativos anfóteros, especialmente Cocamidopropyl Betaine, é tecnicamente interessante. A combinação pode contribuir para modificar a organização micelar do sistema, melhorar a qualidade da espuma e proporcionar um perfil de limpeza mais equilibrado.
 

Em sabonetes líquidos, shower gels e produtos destinados à higiene corporal, o Lauril Sarcosinato auxilia na remoção de suor, oleosidade e resíduos presentes sobre a superfície cutânea. Nessas aplicações, pode ser utilizado aproximadamente entre 5% e 15%, ajustando-se a concentração conforme os demais tensoativos presentes e o desempenho desejado.
 

Também apresenta excelente aplicação em produtos destinados à limpeza facial, incluindo géis, sabonetes líquidos, mousses e espumas de limpeza. Nessas formulações, é especialmente importante equilibrar a remoção de oleosidade, protetor solar e resíduos ambientais com um sensorial confortável após o enxágue.
 

Para produtos de limpeza facial, pode-se trabalhar aproximadamente com 3% a 10% de Lauril Sarcosinato 30%. Em produtos destinados ao uso diário, concentrações mais moderadas podem ser interessantes, principalmente quando o ingrediente está associado a outros tensoativos suaves.
 

O Sodium Lauroyl Sarcosinate também pode ser empregado em determinados produtos para barbear e formulações de higiene oral. Nessas aplicações, contribui principalmente para limpeza, molhamento e formação de espuma. No caso de produtos de higiene oral, a dosagem deve seguir as recomendações específicas do fabricante e os requisitos aplicáveis à categoria.
 

A formação de espuma é outra propriedade importante do Lauril Sarcosinato. Apesar de a quantidade de espuma não representar diretamente o poder detergente de um cosmético, sua qualidade influencia significativamente a experiência sensorial do consumidor. Quando corretamente formulado, o ingrediente pode contribuir para uma espuma abundante e agradável.
 

O pH exerce influência importante sobre seu comportamento físico-químico. Como se trata do sal de sódio da N-lauroil sarcosina, condições excessivamente ácidas podem modificar seu estado de ionização e interferir em propriedades como solubilidade, aparência e desempenho tensoativo.
 

Existem graus comerciais recomendados para formulações em uma faixa aproximada de pH 5,5 a 9,0, mas a faixa indicada pelo fabricante da matéria-prima utilizada deve sempre prevalecer. O pH final também deve ser adequado à região de aplicação e aos demais componentes da formulação.
 

Outro aspecto técnico importante é a viscosidade. Sistemas contendo Lauril Sarcosinato podem apresentar comportamento reológico diferente de bases tradicionais formuladas com SLES. A resposta ao cloreto de sódio depende da proporção entre os tensoativos e da estrutura micelar formada.
 

Quando o cloreto de sódio é utilizado para ajuste da viscosidade, sua incorporação deve ser realizada gradualmente. A realização de uma curva de sal é recomendada, pois existe uma concentração ideal de eletrólitos para cada sistema e o excesso de sal pode provocar redução da viscosidade.
 

Quando o espessamento através de eletrólitos não é suficiente, podem ser utilizados modificadores reológicos compatíveis com sistemas aniônicos. A escolha deve considerar pH, concentração de tensoativos, presença de eletrólitos e transparência desejada para o produto.
 

Por apresentar carga aniônica, o Sodium Lauroyl Sarcosinate pode apresentar interações com ingredientes fortemente catiônicos. Essas interações podem modificar viscosidade, transparência, solubilidade ou estabilidade e, portanto, a compatibilidade deve ser avaliada experimentalmente.
 

Sua associação com tensoativos anfóteros e não iônicos, por outro lado, oferece grande flexibilidade ao formulador. É possível desenvolver sistemas com diferentes níveis de detergência, espuma e sensorial de acordo com a aplicação pretendida.
 

Umectantes como glicerina e propanediol podem ser utilizados para complementar o sensorial das formulações. Em shampoos, agentes condicionantes adequadamente selecionados também podem contribuir para melhorar maciez, penteabilidade e comportamento dos fios após a lavagem.
 

Entretanto, o Lauril Sarcosinato não deve ser considerado substituto de um agente condicionante. Sua principal função continua sendo atuar como tensoativo de limpeza, agente espumante e agente de molhamento.


Durante o processamento, recomenda-se incorporar o Lauril Sarcosinato 30% sob agitação moderada. Como apresenta boa capacidade espumante, uma agitação excessiva pode incorporar grande quantidade de ar e dificultar a avaliação da viscosidade e da aparência final.

 

A temperatura de processamento deve seguir a especificação do fornecedor. Existem graus comerciais para os quais se recomenda trabalhar abaixo de aproximadamente 70 °C, mas essa informação deve ser confirmada na ficha técnica da matéria-prima específica.
 

Fragrâncias, óleos e outros componentes lipofílicos também podem modificar a transparência e a viscosidade do sistema. Em produtos transparentes, a compatibilidade da fragrância deve ser avaliada e, quando necessário, pode ser utilizada uma estratégia adequada de solubilização.
 

O sistema conservante deve ser escolhido considerando pH, composição, embalagem e características microbiológicas do produto. O Lauril Sarcosinato possui função tensoativa e não substitui um sistema conservante adequadamente desenvolvido para formulações aquosas.
 

Em relação à origem, a cadeia graxa utilizada em sua fabricação pode ser proveniente de fontes vegetais, dependendo do fabricante. Entretanto, alegações como COSMOS, Ecocert, natural derivado, origem vegetal, biodegradável ou vegano devem ser confirmadas por meio da documentação específica do grau comercial utilizado.
 

O Sodium Lauroyl Sarcosinate não é um PEG e não pertence à família dos tensoativos etoxilados. Mesmo assim, informações sobre pureza, resíduos de processo, 1,4-dioxano, óxido de etileno ou outros contaminantes devem ser verificadas através da documentação técnica fornecida pelo fabricante.
 

De maneira geral, o Lauril Sarcosinato de Sódio 30% é uma matéria-prima tecnicamente versátil para a criação de sistemas de limpeza contemporâneos. Pode ser utilizado em aproximadamente 5% a 20% em shampoos, 2% a 8% como co-tensoativo, 5% a 15% em sabonetes líquidos e produtos corporais e 3% a 10% em produtos de limpeza facial.
 

Essas dosagens devem ser consideradas referências de desenvolvimento e ajustadas conforme os demais tensoativos presentes, o nível de limpeza desejado, o pH, a viscosidade, o sensorial e a recomendação técnica do fornecedor.
 

Quando corretamente formulado, o Lauril Sarcosinato 30% permite desenvolver shampoos, sabonetes líquidos, géis faciais e outros produtos com boa detergência, capacidade espumante, molhamento eficiente e sensorial equilibrado, sendo uma alternativa tecnicamente interessante para a construção de sistemas sulfate-free e formulações modernas de higiene pessoal.
 

Sugestão de Formulação - Shampoo Suave Sulfate-Free com Lauril Sarcosinato 30%


Fase A - Fase Aquosa

Água deionizada ........................................ q.s.p. 100%
Glicerina ....................................................... 3,00%
Goma Xantana ............................................... 0,30%
Gluconato de Sódio ......................................... 0,20%


Fase B - Sistema Tensoativo

Lauril Sarcosinato de Sódio 30% ................ 15,00%
Cocamidopropyl Betaine ............................... 10,00%
Coco-Glucoside .............................................. 4,00%


Fase C - Ativos e Finalização

D-Pantenol ..................................................... 1,00%
Proteína Hidrolisada ...................................... 0,50%
Geogard® ECT ................................................ 0,80%
Fragrância cosmética ...................................... q.s.
Solução de Ácido Lático ou Ácido Cítrico ........ q.s.

pH final sugerido: 5,5 a 6,0.


Esta formulação utiliza o Lauril Sarcosinato de Sódio 30% a 15% como um dos principais componentes do sistema de limpeza, associado à Cocamidopropyl Betaine e ao Coco-Glucoside. Essa combinação permite desenvolver um shampoo sulfate-free com boa detergência, formação de espuma e um perfil sensorial mais equilibrado para os cabelos e couro cabeludo.


O Lauril Sarcosinato de Sódio atua como tensoativo aniônico responsável por parte importante da limpeza e da formação de espuma. A Cocamidopropyl Betaine, de caráter anfótero, complementa o sistema e contribui para uma espuma mais agradável e para o equilíbrio da detergência. Já o Coco-Glucoside, tensoativo não iônico, complementa a limpeza e auxilia na construção de um sistema tensoativo mais suave e diversificado.


A glicerina é utilizada como umectante e também facilita a pré-dispersão da goma xantana. A goma xantana contribui para a viscosidade e estabilidade física da formulação, sendo especialmente útil porque sistemas à base de Lauril Sarcosinato nem sempre apresentam o mesmo comportamento de espessamento com cloreto de sódio observado em shampoos tradicionais à base de SLES.


O D-Pantenol a 1% contribui para hidratação, maleabilidade e melhor sensorial dos cabelos. A proteína hidrolisada pode ser escolhida de acordo com o conceito do produto, podendo-se utilizar proteína hidrolisada do arroz, seda, quinoa ou trigo.


O Gluconato de Sódio a 0,20% atua como agente quelante, auxiliando no controle de íons metálicos presentes na água e nas matérias-primas e contribuindo para a estabilidade global da formulação.


Como sistema conservante, utiliza-se Geogard® ECT a 0,80%, cujo INCI é Benzyl Alcohol (and) Salicylic Acid (and) Glycerin (and) Sorbic Acid. Essa concentração está dentro da faixa normalmente recomendada para o conservante e é adequada como ponto de partida para uma formulação com pH final entre 5,5 e 6,0.


Procedimento de Manipulação

Inicialmente, adicionar a glicerina em um recipiente e dispersar completamente a goma xantana até formar uma mistura uniforme e sem aglomerados.

Em seguida, adicionar essa pré-dispersão lentamente à água deionizada sob agitação moderada. Manter a homogeneização até que a goma esteja completamente hidratada e a fase aquosa apresente aspecto uniforme.

Adicionar o Gluconato de Sódio e misturar até completa solubilização.

Na sequência, iniciar a incorporação do sistema tensoativo. Adicionar lentamente o Lauril Sarcosinato de Sódio 30%, mantendo agitação suave para minimizar a formação de espuma.

Adicionar posteriormente a Cocamidopropyl Betaine e, em seguida, o Coco-Glucoside. Homogeneizar cuidadosamente após cada adição.

É importante evitar agitação excessivamente intensa nessa etapa, pois os tensoativos apresentam elevada capacidade de formação de espuma e a incorporação excessiva de ar pode dificultar a avaliação da viscosidade e da aparência do shampoo.

Caso seja utilizado aquecimento durante alguma etapa do processo, aguardar o resfriamento da formulação para temperatura inferior a aproximadamente 40 °C antes da incorporação dos ingredientes da fase final.

Adicionar então o D-Pantenol e a proteína hidrolisada, mantendo agitação moderada até completa homogeneização.

Adicionar o Geogard® ECT a 0,80% e misturar cuidadosamente para garantir sua distribuição uniforme em toda a formulação.

Adicionar a fragrância previamente avaliada quanto à compatibilidade com o sistema tensoativo.

Ao final do processo, verificar o pH e realizar o ajuste gradualmente com solução diluída de Ácido Lático ou Ácido Cítrico até atingir aproximadamente pH 5,5 a 6,0.

Completar o peso final com água deionizada, caso necessário, e homogeneizar lentamente.

Após a preparação, deixar a formulação em repouso para permitir a eliminação do ar incorporado e somente depois realizar a avaliação definitiva da viscosidade.

Caso seja necessário aumentar a viscosidade, recomenda-se primeiro avaliar o comportamento da própria base antes da utilização de cloreto de sódio. Se for empregado sal, ele deve ser adicionado gradualmente através de uma solução previamente preparada, realizando-se uma curva de sal para evitar perda de viscosidade por excesso de eletrólitos.

A viscosidade também pode ser ajustada através da concentração de goma xantana ou de outro modificador reológico compatível com sistemas aniônicos, dependendo do sensorial e da aparência desejados.

O resultado esperado é um shampoo sulfate-free com boa formação de espuma, limpeza eficiente e sensorial equilibrado, adequado para formulações de uso frequente.

Para comercialização, devem ser realizados testes de estabilidade físico-química, controle microbiológico, compatibilidade com a embalagem e Challenge Test, confirmando a eficácia do Geogard® ECT dentro da formulação final.

Referências Bibliográficas
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