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Dry-Flo® Pure (Efeito Mate) - Opções: 01/02/2028
Dry-Flo® Pure (Efeito Mate) - Opções: 01/02/2028
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Dry-Flo® Pure (Efeito Mate) - Opções: 01/02/2028

INCI Name : Aluminum starch octenyl succinate. Acesse o laudo técnico do lote que está sendo comercializado, no banco de imagens. Validade : 01/02/2028 ( novo lote 16/06/2026 ).

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INCI Name  : Aluminum Starch Octenylsuccinate


O Dry-Flo é um ingrediente amplamente utilizado na indústria cosmética como modificador sensorial, agente absorvente de oleosidade e melhorador de textura em formulações de cuidados com a pele e maquiagem. Seu INCI mais conhecido é Aluminum Starch Octenylsuccinate, um derivado de amido modificado desenvolvido para proporcionar toque seco e acabamento aveludado nas formulações cosméticas. Esse ingrediente pertence à classe dos amidos funcionalizados, obtidos a partir de matérias-primas naturais que passam por modificações estruturais controladas para melhorar seu desempenho tecnológico.

 

A origem do Dry-Flo está relacionada ao amido de milho, obtido da planta Zea mays. O milho é uma das culturas agrícolas mais importantes do mundo e representa uma fonte abundante de amido utilizado em diversas indústrias. O amido natural presente no milho é formado principalmente por dois polímeros de glicose conhecidos como amilose e amilopectina. Esses polímeros se organizam em grânulos microscópicos que possuem capacidade de absorver água e formar estruturas viscosas quando aquecidos.
 

No caso do Dry-Flo, o amido natural passa por um processo de modificação química conhecido como octenilsuccinilação. Durante esse processo ocorre a reação do amido com anidrido octenilsuccínico, o que introduz grupos hidrofóbicos na estrutura do polímero. Essa modificação altera o comportamento físico-químico do amido, permitindo que ele apresente maior afinidade por substâncias lipídicas e melhor capacidade de absorver oleosidade.
 

Como resultado desse processo obtém-se o Aluminum Starch Octenylsuccinate, um pó extremamente fino, branco e com textura sedosa. A modificação do amido cria uma superfície particulada capaz de reduzir a sensação oleosa das formulações e melhorar significativamente o sensorial do produto final. Esse efeito é conhecido na indústria cosmética como efeito dry touch ou toque seco.
 

Uma das propriedades mais valorizadas do Dry-Flo é sua capacidade de absorver sebo da superfície da pele. Essa característica torna o ingrediente particularmente útil em produtos destinados a pele oleosa ou mista. Ao absorver parte da oleosidade cutânea, o ingrediente contribui para reduzir o brilho da pele e melhorar o acabamento matte das formulações.
 

Outra propriedade importante é sua função como modificador de textura. Quando incorporado em emulsões cosméticas, o Dry-Flo pode reduzir a sensação pegajosa causada por certos emolientes ou agentes oclusivos. Isso resulta em produtos com sensação mais leve e agradável durante a aplicação.
 

As aplicações cosméticas do Dry-Flo são bastante amplas. Em cremes e loções hidratantes ele atua como modificador sensorial, proporcionando toque seco e melhor espalhabilidade. Em hidratantes faciais destinados a peles oleosas ou mistas, o ingrediente ajuda a controlar o brilho da pele ao longo do dia.
 

Em protetores solares, o Dry-Flo desempenha papel importante na melhoria do sensorial. Muitos filtros solares possuem textura pesada ou oleosa, especialmente quando utilizados em altas concentrações. A presença do Dry-Flo ajuda a equilibrar essa sensação, tornando o produto mais confortável para o uso diário.
 

No campo da maquiagem, o Dry-Flo é frequentemente utilizado em primers, bases, pós compactos e pós soltos. Nesses produtos ele atua absorvendo oleosidade e melhorando a aderência da maquiagem à pele. Além disso, o ingrediente contribui para criar um efeito visual mais uniforme, ajudando a suavizar a aparência de poros e pequenas irregularidades da pele.
 

Em pós faciais, o Dry-Flo pode auxiliar na absorção de suor e sebo ao longo do dia, prolongando a durabilidade da maquiagem. Em bases líquidas, ele ajuda a reduzir o brilho e melhora o acabamento final da pele.
 

No segmento capilar, o Dry-Flo também possui aplicações relevantes. Ele pode ser utilizado em shampoos secos e pós capilares destinados a absorver oleosidade do couro cabeludo. Nesse tipo de produto, o ingrediente atua absorvendo o óleo presente nos fios e ajudando a revitalizar o aspecto do cabelo entre lavagens.
 

Desodorantes e antitranspirantes também podem utilizar Dry-Flo em suas formulações. Sua capacidade de absorver umidade e melhorar a sensação de pele seca contribui para aumentar o conforto durante o uso desses produtos.
 

Em relação à dosagem de aplicação, o Dry-Flo geralmente é utilizado em concentrações relativamente baixas em emulsões cosméticas. Em cremes e loções hidratantes, a faixa de uso normalmente varia entre um e três por cento da formulação total. Nessa concentração já é possível observar melhoria significativa no sensorial do produto.
 

Em loções faciais leves, concentrações entre um e dois por cento costumam ser suficientes para proporcionar efeito matificante e melhorar a textura da formulação. Em produtos especificamente destinados ao controle de oleosidade, como primers ou hidratantes para pele oleosa, a concentração pode variar entre dois e cinco por cento.
 

Em produtos de maquiagem em pó, como pós compactos ou pós soltos, o Dry-Flo pode ser utilizado em concentrações mais elevadas. Nessas formulações anidras, as concentrações podem variar entre cinco e quinze por cento, dependendo da estrutura do produto e do efeito desejado.
 

Em shampoos secos ou pós capilares, as concentrações podem variar entre cinco e dez por cento, podendo chegar a valores maiores dependendo da capacidade de absorção desejada.Além das aplicações e dosagens, é fundamental compreender como manipular corretamente o Dry-Flo durante o desenvolvimento de formulações cosméticas. A manipulação adequada desse ingrediente garante melhor desempenho sensorial e evita problemas de dispersão ou formação de grumos.
 

O Dry-Flo é fornecido na forma de pó fino com baixa densidade aparente. Durante sua manipulação em laboratório ou escala industrial é importante evitar a dispersão excessiva do pó no ambiente. Recomenda-se realizar sua pesagem lentamente e preferencialmente em recipientes secos e limpos.
 

Quando utilizado em emulsões cosméticas, o Dry-Flo pode ser incorporado de diferentes formas dependendo do tipo de formulação. Uma das maneiras mais comuns é dispersar o ingrediente diretamente na fase aquosa antes da emulsificação. Nesse caso, o pó deve ser adicionado lentamente sob agitação moderada para evitar a formação de aglomerados.
 

Outra estratégia comum é incorporar o Dry-Flo após a formação da emulsão, durante a fase de resfriamento. Essa técnica é frequentemente utilizada quando se deseja preservar melhor a estrutura granular do amido e maximizar o efeito sensorial do ingrediente.
 

A adição na fase fria também pode facilitar a dispersão do pó na emulsão, especialmente quando se utiliza homogeneização de alta velocidade. Nessa etapa o ingrediente deve ser incorporado lentamente enquanto a formulação é mantida sob agitação constante.
 

Em sistemas contendo alto teor de óleo, pode ser interessante pré-dispersar o Dry-Flo em uma pequena quantidade de óleo ou emoliente antes de adicioná-lo à formulação. Essa técnica ajuda a melhorar a distribuição do ingrediente e reduzir a formação de grumos.
 

Em formulações anidras ou sistemas em pó, a manipulação do Dry-Flo é ainda mais simples. O ingrediente pode ser misturado diretamente aos demais componentes sólidos utilizando misturadores adequados ou agitação manual em pequena escala.
 

Em maquiagens minerais ou pós faciais, recomenda-se peneirar o Dry-Flo antes da mistura para garantir granulometria uniforme e melhor distribuição do ingrediente na formulação.

Tabela - Dosagem de aplicação do Dry-Flo em formulações cosméticas

 

Tipo de formulaçãoFunção do Dry-FloDosagem recomendada
Cremes hidratantesRedução da sensação oleosa e melhora do sensorial1 - 3 %
Loções hidratantes levesToque seco e melhora da espalhabilidade1 - 2 %
Hidratantes para pele oleosaControle de brilho e absorção de sebo2 - 4 %
Primers faciaisEfeito matte e suavização da textura da pele2 - 5 %
Bases líquidasRedução da oleosidade e melhora do acabamento1 - 3 %
Protetores solaresRedução da sensação pegajosa e melhora do sensorial1 - 3 %
Pós faciais compactosAbsorção de oleosidade e melhora da textura5 - 15 %
Pós soltosControle de brilho e efeito soft focus5 - 15 %
Shampoos secosAbsorção de oleosidade do couro cabeludo5 - 10 %
Pós capilaresAbsorção de óleo e aumento de volume5 - 10 %
Desodorantes em póAbsorção de umidade e melhora da sensação seca3 - 10 %


Outro ponto importante durante a manipulação do Dry-Flo é evitar a presença excessiva de umidade no ambiente de processamento. Como se trata de um amido modificado, a absorção de umidade pode levar à formação de aglomerados e dificultar a dispersão do ingrediente.
Por essa razão, o armazenamento do Dry-Flo deve ser realizado em recipientes hermeticamente fechados, protegidos da umidade e do calor excessivo. Condições adequadas de armazenamento ajudam a preservar a qualidade e a fluidez do pó.
 

Durante o desenvolvimento de formulações cosméticas também é importante avaliar a compatibilidade do Dry-Flo com outros ingredientes presentes na formulação. De maneira geral, o ingrediente apresenta boa compatibilidade com emolientes, silicones, filtros solares e pigmentos minerais.
 

O Dry-Flo também pode atuar como agente de suspensão para partículas sólidas em algumas formulações, contribuindo para melhorar a estabilidade física do produto.
 

Apesar de sua origem vegetal, o Dry-Flo não é considerado um ingrediente aceito para formulações certificadas como naturais por determinados padrões internacionais. As certificações estabelecidas pela COSMOS-standard e pela ECOCERT definem critérios rigorosos para aprovação de ingredientes naturais e derivados naturais.
 

Embora o amido de milho seja uma matéria-prima natural, o processo de modificação química utilizado para produzir Aluminum Starch Octenylsuccinate altera significativamente a estrutura do material original. A reação de octenilsuccinilação é classificada como uma modificação química que não se enquadra nos processos permitidos por esses referenciais de certificação.
 

Por esse motivo, ingredientes como o Dry-Flo normalmente não são aceitos em formulações que buscam certificação natural ou orgânica segundo os padrões dessas organizações.
 

Isso não significa que o ingrediente seja considerado inseguro. Pelo contrário, o Aluminum Starch Octenylsuccinate possui histórico de uso seguro e é amplamente utilizado em cosméticos convencionais em diversas regiões do mundo.
 

Em formulações naturais certificadas, formuladores frequentemente utilizam alternativas como amido de arroz, amido de milho nativo ou amido de tapioca para obter efeito absorvente semelhante.
 

Mesmo com essa limitação em certificações naturais, o Dry-Flo continua sendo um dos modificadores sensoriais mais utilizados na indústria cosmética moderna. Sua capacidade de melhorar o sensorial das formulações, reduzir oleosidade e proporcionar acabamento matte o torna um ingrediente extremamente valioso para o desenvolvimento de produtos cosméticos de alto desempenho.
 

Referências Bibliográficas
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BAREL, André O.; PAYE, Marc; MAIBACH, Howard I. Handbook of cosmetic science and technology. Boca Raton: CRC Press, 2014.
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HARRY, Ralph G. Harrys cosmeticology. New York: Chemical Publishing Company, 2000.
KIRK-OTHMER. Encyclopedia of chemical technology. New York: John Wiley & Sons, 2007.
NOURYON. Dry-Flo modified starches for personal care applications. Chicago: Nouryon, 2018.
PERSONAL CARE PRODUCTS COUNCIL. International cosmetic ingredient dictionary and handbook. Washington: Personal Care Products Council, 2018.
POUCHER, W. A.; KNOWLES, A.; MITCHELL, A. Pouchers perfumes cosmetics and soaps. Dordrecht: Springer, 2013.
SCHUELLER, Randy; ROMANOWSKI, Perry. Beginning cosmetic chemistry. Carol Stream: Allured Publishing, 2015.
ULLMANN, Fritz. Ullmanns encyclopedia of industrial chemistry. Weinheim: Wiley-VCH, 2012.
WINTER, Ruth. A consumers dictionary of cosmetic ingredients. New York: Three Rivers Press, 2009.

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