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Andiroba Óleo Virgem - Opções : 04/2027
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Andiroba Óleo Virgem - Opções : 04/2027

Óleo Vegetal 100 % puro. Uso Externo. Importante : As opções de 30 ml e 100 ml apresentam-se em embalagens vidro âmbar, opções de 500 ml e 1000 ml apresentam-se em pet ( sendo indicada a transferência para embalagem de vidro âmbar).

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Obtenção : Prensagem a frio sem refino  - Origem : Vegetal / Brasil  -  INCI : Carapa Guianensis Seed Oil - Óleo Vegetal 100 % puro.
 

Andiroba: a força amazônica entre natureza, comunidades e cosméticos
 

A andiroba (Carapa guianensis Aubl.) é uma árvore nativa da Amazônia pertencente à família botânica Meliaceae, a mesma família que inclui espécies como o cedro e o mogno. Trata-se de uma das plantas mais importantes da biodiversidade amazônica e um dos recursos naturais mais valorizados pelas populações tradicionais da região Norte do Brasil. O nome andiroba tem origem na língua tupi, derivado da expressão nhandy-roba, que significa literalmente óleo amargo, uma referência direta ao sabor característico do óleo extraído das sementes da planta. Esse óleo, conhecido há séculos pelos povos indígenas e comunidades ribeirinhas, tornou-se um dos produtos mais emblemáticos da farmacopéia tradicional amazônica e atualmente também é amplamente utilizado na indústria cosmética natural.

 

A árvore da andiroba ocorre naturalmente em diversos ecossistemas da Amazônia, sendo encontrada principalmente nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre e Rondônia. Além do Brasil, a espécie também ocorre em outras regiões da América do Sul, América Central e Caribe. Seu habitat natural está associado a áreas de floresta tropical úmida, especialmente regiões de várzea, igapó e margens de rios, onde o solo apresenta maior umidade e fertilidade. Nessas condições ambientais, a andirobeira pode atingir entre vinte e quarenta metros de altura, apresentando tronco robusto e copa ampla, características típicas de árvores de grande porte da floresta amazônica.
 

Os frutos da andiroba são cápsulas lenhosas relativamente grandes que, quando maduras, se abrem naturalmente liberando sementes oleaginosas. Essas sementes possuem formato semelhante ao de castanhas e apresentam elevado teor de óleo vegetal. A extração do óleo é realizada tradicionalmente a partir dessas sementes, sendo um processo profundamente ligado ao conhecimento tradicional das comunidades amazônicas.
 

A coleta das sementes geralmente ocorre durante o período de frutificação da árvore, quando os frutos caem naturalmente no solo da floresta ou nas margens dos rios. Comunidades ribeirinhas e extrativistas percorrem áreas de floresta ou margens de cursos dágua para coletar as sementes. Esse tipo de coleta representa uma forma clássica de extrativismo sustentável, pois não envolve a derrubada da árvore nem compromete a regeneração natural da espécie.
 

O processo tradicional de produção do óleo de andiroba é relativamente longo e envolve diversas etapas que foram transmitidas ao longo de gerações. Inicialmente as sementes são coletadas e lavadas. Em seguida passam por um processo de cozimento ou fermentação natural que facilita a liberação do óleo. Após essa etapa, as sementes são trituradas ou amassadas até formar uma massa oleaginosa. Essa massa é então moldada manualmente e deixada em repouso para que o óleo escorra lentamente por gravidade ou seja extraído por prensagem artesanal. Em alguns casos o processo completo pode levar várias semanas até que o óleo esteja pronto para uso.
 

Para muitas comunidades amazônicas, especialmente em regiões ribeirinhas isoladas, a produção de óleo de andiroba representa uma importante fonte de renda complementar. O comércio desse óleo, tanto em mercados locais quanto em cadeias produtivas maiores de cosméticos naturais, contribui para o fortalecimento da bioeconomia amazônica e para a valorização de produtos da sociobiodiversidade brasileira.
 

Do ponto de vista botânico, a andiroba apresenta folhas compostas, brilhantes e de coloração verde intensa. Seu tronco é reto e pode atingir grande diâmetro em árvores adultas. A espécie desempenha também um papel ecológico importante na floresta, contribuindo para a diversidade estrutural da vegetação amazônica e servindo como fonte de alimento para diferentes espécies de animais.
 

O óleo extraído das sementes da andiroba possui características físico-químicas que o tornam particularmente interessante para aplicações cosméticas. Trata-se de um óleo vegetal de coloração amarelo-clara a dourada, com odor característico e sabor intensamente amargo. Sua densidade média situa-se próxima de 0,92 g/mL e sua composição química é dominada por ácidos graxos de cadeia longa.
 

Entre os principais ácidos graxos presentes no óleo de andiroba destacam-se o ácido oleico, o ácido palmítico, o ácido esteárico, o ácido linoleico e o ácido mirístico. Esses componentes são comuns em óleos vegetais utilizados em cosméticos e são responsáveis por propriedades importantes como :  emoliência, nutrição cutânea e formação de barreira lipídica sobre a pele.
 

Além dos ácidos graxos, o óleo de andiroba contém também compostos bioativos conhecidos como limonoides. Esses compostos pertencem a uma classe de substâncias naturais presentes em diversas espécies da família Meliaceae e estão associados a diversas atividades biológicas. Entre os limonoides encontrados na andiroba destacam-se moléculas como andirobina e carapina, que têm sido investigadas em estudos científicos devido a suas propriedades anti-inflamatórias e biológicas.
 

A presença desses compostos contribui para as propriedades terapêuticas tradicionalmente atribuídas ao óleo de andiroba. Na medicina popular amazônica, o óleo é utilizado há muito tempo para tratar inflamações cutâneas, aliviar dores musculares e auxiliar na cicatrização de pequenas lesões na pele.
 

Uma das características mais marcantes do óleo de andiroba é sua ação calmante e anti-inflamatória. Por esse motivo ele é frequentemente utilizado em preparações destinadas ao tratamento de irritações cutâneas, picadas de insetos e inflamações superficiais da pele. Sua aplicação tópica promove sensação de alívio e pode contribuir para a regeneração da pele.
 

Na cosmética moderna, o óleo de andiroba é considerado um ingrediente versátil e funcional. Ele é frequentemente incorporado em formulações destinadas ao cuidado da pele e dos cabelos, especialmente em produtos que buscam valorizar ingredientes naturais da biodiversidade amazônica.
 

Entre as aplicações cosméticas mais comuns para a pele destacam-se cremes hidratantes corporais, loções calmantes, produtos pós-sol, pomadas regeneradoras e óleos corporais nutritivos. O óleo de andiroba atua como um emoliente natural, ajudando a manter a hidratação da pele e melhorando sua elasticidade.A ação emoliente do óleo ocorre devido à presença de ácidos graxos que ajudam a restaurar a barreira lipídica da pele. Essa barreira é fundamental para evitar a perda excessiva de água e proteger a pele contra agentes externos.
 

Além disso, o óleo de andiroba possui propriedades que podem contribuir para o conforto da pele sensível. Por essa razão ele é frequentemente utilizado em produtos destinados a peles irritadas ou sensibilizadas.
 

No campo da cosmetologia capilar, o óleo de andiroba também apresenta aplicações interessantes. Ele pode ser utilizado em máscaras capilares nutritivas, condicionadores, óleos de tratamento e shampoos nutritivos. Sua presença em formulações capilares contribui para a nutrição da fibra capilar, ajudando a restaurar brilho e maciez aos fios.
 

Os ácidos graxos presentes no óleo podem penetrar parcialmente na estrutura capilar, contribuindo para reduzir o ressecamento e melhorar a aparência geral do cabelo. Em formulações capilares, o óleo de andiroba pode atuar também como agente condicionante leve.
 

As concentrações de uso do óleo de andiroba em formulações cosméticas variam de acordo com o tipo de produto. Em cremes e loções corporais, as dosagens geralmente variam entre um e dez por cento. Em máscaras capilares, concentrações entre dois e cinco por cento são frequentemente utilizadas. Em óleos corporais ou produtos de massagem, o óleo pode ser utilizado em concentrações mais elevadas, podendo inclusive ser aplicado praticamente puro.
 

Em sabonetes artesanais, o óleo de andiroba pode ser utilizado entre três e dez por cento da formulação, contribuindo para aumentar as propriedades hidratantes do produto. Em bálsamos e pomadas cosméticas, concentrações entre cinco e vinte por cento são relativamente comuns.


Além do uso em formulações cosméticas industriais, o óleo de andiroba também é amplamente utilizado de forma tradicional diretamente sobre a pele. Nas comunidades amazônicas, é comum aplicar o óleo in natura para aliviar picadas de insetos, tratar pequenas inflamações cutâneas ou realizar massagens terapêuticas.

 

O uso como repelente natural de insetos também é bastante conhecido na região amazônica. O odor característico do óleo e a presença de determinados compostos bioativos parecem contribuir para reduzir a aproximação de mosquitos.
 

Outro uso tradicional envolve a aplicação do óleo em massagens destinadas a aliviar dores musculares e articulares. Nesse contexto, o óleo é geralmente aplicado diretamente sobre a pele ou combinado com outros óleos vegetais da região amazônica.
 

Entre os compostos bioativos presentes no óleo de andiroba encontram-se também triterpenos, compostos fenólicos e taninos, substâncias que podem contribuir para diferentes propriedades biológicas observadas na planta.


Nos últimos anos, o interesse científico pela andiroba tem aumentado significativamente, especialmente no contexto da valorização de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade tropical. Pesquisas têm investigado as propriedades biológicas dos compostos presentes no óleo, incluindo potenciais aplicações dermatológicas.

 

A crescente valorização da cosmética natural e sustentável também tem impulsionado o uso do óleo de andiroba em formulações modernas. Consumidores cada vez mais buscam produtos que utilizem ingredientes naturais e que estejam associados a cadeias produtivas sustentáveis.
 

Nesse contexto, a andiroba tornou-se um símbolo importante da bioeconomia amazônica. O uso sustentável das sementes para produção de óleo contribui para a geração de renda em comunidades tradicionais e incentiva a preservação da floresta.A coleta das sementes não exige derrubada das árvores, permitindo que o recurso seja explorado de forma contínua ao longo do tempo. Esse modelo de manejo sustentável é considerado fundamental para promover o desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental.Assim, a andiroba representa não apenas um ativo cosmético valioso, mas também um exemplo concreto de como a biodiversidade amazônica pode gerar oportunidades econômicas sustentáveis.


Ao unir conhecimento tradicional, biodiversidade e ciência cosmética moderna, o óleo de andiroba consolidou-se como um dos ingredientes naturais mais emblemáticos da Amazônia. Sua presença em formulações cosméticas reflete não apenas suas propriedades funcionais, mas também a riqueza cultural e ecológica das comunidades que historicamente preservaram esse conhecimento.

 

Dessa forma, a andiroba ocupa hoje um papel importante tanto na cosmetologia quanto na valorização da biodiversidade brasileira, demonstrando como recursos naturais da floresta podem contribuir para o desenvolvimento de produtos sustentáveis e inovadores.

Referências Bibliográficas
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