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Amida 90 - Opções : 27/05/2027
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Amida 90 - Opções : 27/05/2027

INCI Name: Cocamide DEA. Acesse o laudo técnico do lote que está sendo comercializado, no banco de imagens. Validade : 27/05/2027 ( novo lote 10/10/2026 ).

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INCI Name: Cocamide DEA - CAS Number: 68603-42-9

Nome Químico: Dietanolamida de Palmiste 90

Uso externo - Grau Cosmético.

 

A  Amida 90, conhecida pelo INCI Cocamide DEA, é um tensoativo não iônico amplamente utilizado na indústria cosmética e de saneantes. Trata-se de uma dietanolamida obtida a partir da reação entre ácidos graxos derivados do óleo de coco e a dietanolamina, formando um composto com elevada capacidade espessante e estabilizadora de espuma. O número 90 normalmente indica um teor ativo aproximado de 90%, embora esse valor possa variar conforme o fornecedor e o processo produtivo empregado.
 

Quimicamente, a Cocamide DEA pertence ao grupo das alcanolamidas de ácidos graxos. Sua estrutura molecular confere caráter anfifílico, permitindo interação eficiente com sistemas aquosos contendo tensoativos aniônicos, como o Lauril Éter Sulfato de Sódio (SLES). Essa característica explica sua ampla utilização como co-tensoativo em formulações de shampoos e sabonetes líquidos.
 

Fisicamente, a Amida 90 apresenta-se como um líquido viscoso, de coloração amarelo-claro a âmbar, com odor característico suave. Sua viscosidade é uma das propriedades mais exploradas tecnologicamente, pois contribui para o ajuste reológico das formulações, melhorando textura e percepção sensorial do produto final.
 

Em termos de solubilidade, a Cocamide DEA é dispersível em água e totalmente compatível com sistemas tensoativos. Sua incorporação é geralmente realizada na fase aquosa, sob agitação moderada, podendo ser facilitada por aquecimento leve entre 40 °C e 50 °C. Após solubilizada, atua promovendo aumento significativo da viscosidade do sistema.
 

Entre suas principais funções cosméticas destacam-se o espessamento secundário, a estabilização de espuma e o reforço da detergência. A presença da Amida 90 melhora a qualidade da espuma, tornando-a mais cremosa, estável e duradoura. Essa propriedade é particularmente valorizada em shampoos, onde a experiência sensorial da espuma influencia a percepção de eficácia do consumidor.
 

A dosagem de aplicação varia normalmente entre 1% e 5% em shampoos e sabonetes líquidos, podendo alcançar valores ligeiramente superiores em detergentes líquidos. A concentração ideal depende da curva de viscosidade desejada, da presença de eletrólitos e da composição global do sistema tensoativo.
 

Do ponto de vista tecnológico, a Amida 90 também contribui para redução da irritabilidade potencial de sistemas aniônicos fortes, atuando como modulador da agressividade da base detergente. Essa função auxilia na formulação de produtos com melhor equilíbrio entre limpeza e suavidade.
 

Contudo, apesar de sua eficiência técnica e excelente custo-benefício, a Cocamide DEA enfrenta questionamentos regulatórios. A principal preocupação está associada ao potencial de formação de nitrosaminas quando combinada com agentes nitrosantes. Por esse motivo, sua utilização exige controle rigoroso de matérias-primas e impurezas.
 

No contexto da cosmética natural e certificações como Ecocert e COSMOS, a Amida 90 não é aceita, pois é considerada derivado sintético não compatível com os critérios de naturalidade. Esse fator levou muitas marcas a substituí-la por alternativas consideradas mais sustentáveis, como glucosídeos ou betaínas.
 

Apesar dessas restrições em nichos específicos, a Amida 90 continua sendo amplamente empregada em produtos convencionais, especialmente em formulações onde custo, estabilidade e performance espumante são prioridades estratégicas.
 

Em síntese, a Amida 90 representa um clássico da tecnologia de tensoativos, combinando eficiência espessante, melhoria sensorial e facilidade de formulação. Sua escolha deve considerar posicionamento de mercado, exigências regulatórias e proposta de valor do produto final. Trata-se de uma matéria-prima de alta performance técnica, cujo uso adequado depende de conhecimento formulatório e avaliação criteriosa de segurança e mercado.

Comparação Técnica: Amida 90 vs Betaína vs Glucosídeos


Na formulação de shampoos, sabonetes líquidos e produtos de limpeza suave, a escolha do sistema tensoativo define não apenas a performance de limpeza, mas também o posicionamento mercadológico do produto. Entre as matérias-primas mais utilizadas estão a Amida 90 (INCI: Cocamide DEA), a Cocamidopropyl Betaine e os Glucosídeos (Decyl, Lauryl ou Coco Glucoside), cada uma com características técnicas específicas.
 

A Amida 90 é um tensoativo não iônico do grupo das alcanolamidas, amplamente empregado como espessante secundário e estabilizador de espuma. Sua principal função é aumentar a viscosidade de sistemas aniônicos, como aqueles à base de Lauril Éter Sulfato de Sódio, além de promover espuma mais cremosa e estável. Destaca-se pelo excelente custo-benefício e eficiência reológica. Entretanto, não é aceita em certificações naturais e não se enquadra em propostas clean beauty.
 

A Cocamidopropyl Betaine, classificada como tensoativo anfótero, atua como co-tensoativo e agente suavizante. Sua presença reduz a irritabilidade potencial de bases detergentes mais agressivas, melhora o sensorial e contribui para espuma abundante e estável. É amplamente utilizada em linhas dermatológicas, infantis e de uso frequente, oferecendo equilíbrio entre performance e suavidade.
 

Os Glucosídeos, derivados de glicose vegetal e álcoois graxos, são tensoativos não iônicos de alta biodegradabilidade. Podem atuar como base primária de limpeza em formulações naturais, sendo aceitos por certificações como Ecocert e COSMOS. Apresentam excelente perfil ambiental e baixo potencial irritativo, embora possuam custo superior e comportamento reológico diferente dos sistemas tradicionais.
 

Em termos estratégicos, a Amida 90 prioriza viscosidade e economia, a Betaína equilibra espuma e suavidade, enquanto os Glucosídeos oferecem naturalidade e sustentabilidade. A escolha entre eles deve considerar público-alvo, proposta de valor, exigências regulatórias e desempenho técnico desejado.

Referências Bibliográficas
BASF. Amphoteric Surfactants - Technical Information: Cocamidopropyl Betaine. Ludwigshafen: BASF SE, Technical Data Sheet.
BASF. Plantacare®  Alkyl Polyglucosides Product Information. Ludwigshafen: BASF SE, Technical Brochure.
CIR - Cosmetic Ingredient Review. Safety Assessment of Cocamide DEA and Related Alkanolamides. Washington, DC: Cosmetic Ingredient Review Expert Panel.
CIR - Cosmetic Ingredient Review. Safety Assessment of Cocamidopropyl Betaine. Washington, DC: Cosmetic Ingredient Review Expert Panel.
CIR - Cosmetic Ingredient Review. Safety Assessment of Alkyl Glucosides as Used in Cosmetics. Washington, DC: Cosmetic Ingredient Review Expert Panel.
EUROPEAN COMMISSION. CosIng ? Cosmetic Ingredients Database. Brussels: European Commission.
KABARA, J. J. Cosmetic and Pharmaceutical Applications of Surfactants. New York: Marcel Dekker.
ROSEN, M. J.; KUNJAPPU, J. T. Surfactants and Interfacial Phenomena. 4. ed. Hoboken: John Wiley & Sons.
SCHRAMM, L. L. Emulsions, Foams and Suspensions: Fundamentals and Applications. Weinheim: Wiley-VCH.
WILLIAMS, D. F.; SCHMITT, W. H. Chemistry and Technology of Surfactants. London: Blackie Academic & Professional.

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